Estes são alguns dos meus livros de receitas de família. Curioso! Ninguém os quer e no fim ficam sempre para mim. Mas o mais engraçado é que os meus apontamentos e livros, ou cadernos manuscritos, de receitas não são como estes. Nestes vem tudo muito bem escrito, encontro textos com modos de preparação, os ingredientes que por vezes as quantidades nem são referidas, todos os procedimentos estão cuidadosamente relatados, passo-a-passo. Páginas cheias de nódoas, sinónimo de que aquela receita já fez muitas delicias e já foi feita, muitas muitas vezes. Diferentes caligrafias, recortes de revistas, jornais, pacotes de açúcar e farinha , etc...
Os meus apontamentos são:
ingrediente a +b+c+x+y = refogado + H2O + c + tempo z + forno = 180ºC e depois dou uma nota [ positivo se gosto e negativo se não gosto]
Muitos rabiscos e simbolos.
Estava de volta das beldroegas, e reparei que na Internet há poucas receitas e nos livros constam as clássicas. Então pensei:
Beldroega +- Nº do espinafre em textura e sabor = +-% de H2O = cruas *=tempo de cozedura //\\ beldroega Vs espinafre = pratos parecidos
Fiz várias receitas mentais de pratos com beldroegas.
Se |beldroega|vai bem com queijo + batatas + ovos + cebola = posso fazer pratos = |espinafres| { ...p.ex....}
Olhei para a beldroega mas pensei em Espinafres.
[ ambos "arrepiam" a língua quando são comidos crus ]
[ ambos "arrepiam" a língua quando são comidos crus ]
A receita está no cérebro. Primeiro pensamos o sabor.
O sabor tem memória.
Atrevam-se e criem. É fácil!
Sim. Não é novidade.