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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Esplendor da primavera


De todos os meses do ano, MAIO é o meu preferido. A primavera apresenta todo o seu esplendor e força. É um mês que provoca os sentidos. Inspira-nos. As árvores floridas aguardam num silêncio perfumado o calor do verão - onde os frutos serão colhidos e comidos. Nas hortas, e no alvoroço das ervas porque tudo rasga a terra com genica e furor, formam-se contornos de coloridos perfeitos das sementes que brotaram.


Hoje as minhas galinhas comeram, ou melhor, devoraram pela primeira vez coentros. Os próximos ovos estrelados terão, por este andar, sabor a coentrada. 
O meu galinheiro cheira a pão com coentros, aveia, milho e arroz. É o que a bicharada anda a comer e emana um perfume bom. Os animais têm perfume! Penso ainda dar-lhes pétalas de rosa canina, hortelã, salsa e sementes de girassol.

O alentejano não feito para viver tanto tempo debaixo de céus que por teimosia do clima, escondem o sol, trazem o frio e a chuva.  
À espera do sol procuro os livros, no calor de uma lareira que faz lembrar Dezembro, e o silêncio. Curiosamente a 7 de Maio comemora-se o dia do silêncio. 
O silêncio é bom para amadurecer ideias. Gosto.

Nestes últimos dias andei por terras encantadas. Agora já em casa, fazem-se caldos e come-se fruta. A mesa enche-se de coisas boas e simples, bem portuguesas. Aqui não há receitas mas sim produtos, bons.

Deixo-vos algumas fotografias que representam um pouco o inicio deste mês MAIO do ano de 2013. 
Mais. 
Uma pintura onde me inspirei para organizar a minha horta. Quero fazer uma cópia desse quadro!
A fotografia do 24º ovo do galinheiro. Como já ultrapassamos as 2 dúzias a contagem agora faz-se aos cestos - cheios de ovos. 
E  por fim o silencio, numa imagem.
 





montes, vinhas e sobreiros

Alentejo
Montado alentejano

Convento de São Paulo Serra D'Ossa - Alentejo

As abelhas e as flores das laranjeiras

Pieter Brueghel , o jovem (1564/65–1637/38) Primavera  ( 1622–35)


24º ovo do meu galinheiro





Olhapim,
Alentejo...




terça-feira, 16 de abril de 2013

Pão e companhia // Na Horta #2


Hoje li,  junto a uma carta de Alex Atala, este manifesto:

A relação do homem com o alimento precisa ser revista. Precisamos aproximar o saber do comer, o comer do cozinhar, o cozinhar do produzir, o produzir da natureza; agir em toda a cadeia de valor, com o propósito de fortalecer os territórios a partir de sua biodiversidade, agrodiversidade e sociodiversidade, para garantir alimento bom para todos e para o ambiente.

Achei brilhante para acompanhar a pequena receita de hoje.





Ração caseira para os animais mais pequenos de capoeira
Patos, perus e pintos



2 medidas de milho nacional não geneticamente modificado

1 medida de aveia nacional

1 medida de pão duro alentejano


Triture os ingredientes numa picadora 1-2-3. Misture tudo muito bem. Armazene o preparado dentro de um saco de papel grosso e ate bem. Não convém guardar esta mistura num recipiente de plástico. Depois de moída apresenta alguma humidade e o papel permite a sua secagem.
Faça quantidades pequenas. Assim o alimento dos animais será sempre fresco.


 - As rações existentes no mercado têm demasiados aditivos, fazem o animal beber água em excesso , o seu crescimento é anormal e demasiado rápido. 

Olhapim,
Alentejo...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Na Horta #1


Patos


De tanto me ouvirem falar em hortas, mercados, escolha de hortelões aqui e ali, galinhas, peruas, patas, árvores de fruto pequenas e altas, entre tantas outras coisas da terra que gosto e dou valor, ofereceram-me uma horta e um galinheiro. Já me chorei por uma vaca leiteira, uma cabra e ovelhas. Quem sabe.

No galinheiro tenho 12 galinhas poedeiras, 12 pintos, 3 fracas e 3 patos.
Na horta há beterrabas, hortelã, alfaces variadas, feijão-verde, beringelas, curgetes, melão de várias variedades; melancias, abóboras; pimentos  encarnados, amarelos e verdes, milho, espinafres, nabiças e muito mais.

Nessa pequena horta tenho dois ajudantes, o Hugo e o Carlos.
Disponho ainda de muito terreno, cheio de ervas, onde irão nascer plantas autóctones. Falarei sobre isso numa outra altura.


Tive alguma dificuldade em encontrar milho nacional e sem ser transgénico, mas depois de visitar várias lojas consegui comprar milho português e geneticamente intacto. Encontro também muitas embalagens de misturas de cereais, para os animais, carregados de conservantes e outros aditivos.  Decidi fazer as minhas misturas de cereais, para os animais já crescidos e mais novos, triturando tudo.
Às galinhas poedeiras é-lhes cortado o bico logo em pequenas, para não partirem os ovos. Ainda não encontrei à venda galinhas com bico. Sabendo que uma põe 2 ovos por dia, fazendo as contas com 12 galinhas, por mês tenho 720 ovos aproximadamente. Não me importava de ter menos ovos e umas galinhas com bico.



Na quinta-feira um telefonema anunciou o primeiro OVO daquela horta e hoje chegou o segundo. Fizemos uma FESTA com dois ovos estrelados. Saborear o que produzimos é indescritível. 
Valorizo muito os produtos da terra. Avizinham-se grandes dias à mesa.

O primerio ovo


alface

alface roxa

nabiça

espinafre


fracas


salva




Enquanto fotografava a bicharada acelarada dentro do galinheiro, o Hugo dispôs a salva num vaso para eu levar


Olhapim, 
Alentejo...